Com toda boa vontade do mundo, alguns professores acabam fazendo aquilo que deveria ser feito pelos alunos. Por exemplo, embora o projeto não seja do aluno nem do professor, mas sim de ambos, o professor deverá realizar um planejamento operacional e gerencial do projeto, ou seja, estabelecendo os objetivos, as disciplinas envolvidas, os possíveis recursos materiais e humanos etc., ao passo que os alunos devem planejar as ações do que querem fazer, como querem fazer, quando vão fazer, etc.
O professor não deve planejar, por exemplo, se a maquete deverá ser de isopor ou de argila, se o cartaz vai ter purpurina ou não, se quem vai apresentar é o João ou o José. Estas ações são planejadas pelos alunos, que devem conquistar autonomia suficiente para isto.
Portanto, um dos maiores equívocos que tenho presenciado está no estabelecimento dos papeis dos diferentes atores do projeto.
Se o professor planejar as ações básicas dos projetos, eles correm o risco de se tornarem “tarefas”, pois os alunos vão apenas realizar aquilo que foi planejado pelo professor e não vão estar mais imbuídos no conceito de projetos (do latim projectum = jogar para frente), ou seja, projetar, sonhar com algo a ser realizado.
Outro equivoco é que ou se trabalha com projetos ou se trabalha com os conteúdos acadêmicos, pois na crença de alguns professores isto não pode acontecer de forma conciliada.

Caro prof. Nilbo Nogueira, quero parabenizá-lo pelas maravilhosas reflexões sobre o trabalho com projetos só fico triste em ver seu blog parado, do que vale o conhecimento se não compartilharmos com os outros.
ResponderExcluirAbraço.